Um “tuga” no Toca


Momento desabafo:

Cara, graças a Deus que esse blog é pessoal, porque essa ordem que a vida impõe pra gente é muita chata e cansativa. Eu tenho um pouco de problema com disciplina, horários, prazos, metas, tempo pra isso, tempo pra aquilo.
Por isso, pelo menos aqui no blog eu não me obrigo a postar nada com regularidade ou em ordem cronológica. Então, respeitando as minhas dificuldades com prazos, eu vou falar sobre uma coisa super legal que aconteceu no mês passado.

O Xuxu veio me visitar!!!!!!!!!!!!!!!!

o/ o/ o/ o/ o/ o/ o/ o/

Depois de quase dois anos sem que a gente se visse e de duas tentativas frustradas, ele baixou em terras palmenses. Claro que eu fiquei de cara!
Ao longo desse tempo longe a gente manteve o contato via redes sócias e vez por outra com um bate-papo no Skype e com trocas de e-mails. A gente ficou de longe acompanhando a vida um do outro, dividindo nossas conquistas. 
Como eu disse num post anterior, não sei muito bem como a gente conseguiu criar e manter essa forma de se relacionar (e falo por mim, pela minha dificuldade em não criar expectativas), mas o fato é que funcionou.
Mesmo mantendo esse contato eu não esperava esse reencontro tão cedo. Acho que como eu já tinha esperado por isso nas duas vezes que me classifiquei para o TOP ESPANHA (aquele programa financiado pelo Banco Santander, no qual eu passei três semanas estudando em Salamanca) e não rolou, eu parei de esperar.
Deixa eu explicar direito essa parte da história. Na primeira vez que eu me classifiquei para participar do programa houve um problema na seleção e a minha vaga foi ocupada por outra pessoa, ou seja, nada de Xuxu pra mim. Na segunda vez, quando a viagem realmente aconteceu, o Xuxu recebeu uma proposta para trabalhar em Cabo Verde. No dia em que cheguei à Espanha, ele saiu de Portugal. Então nada de Xuxu pra mim mais uma vez :/.
 Depois de voltar à Braga (cidade que morei em PT) e rever muitos amigos e pessoas que eu nem imaginava, eu fiquei mais tranquila e entendi que a vida gosta de “trollar” a gente, quero dizer, que ela tem a sua própria maneira de fazer as coisas. É aquela velha história que a gente sempre ouve, mas que eu nunca aprendo “cada coisa a seu tempo”.
Pois é, só que daí, quando eu já achava que esse reencontro só iria acontecer daqui uns 5 anos, o meu tuguinha me aparece muito resoluto, querendo vir a Palmas. E não é que veio? Para minha surpresa e de geral.
Foi bom, foi estranho, foi saudoso e foi lindo. Como a minha fixa sempre demora a cair, eu fiquei sem assimilar direito tudo que estava acontecendo nos dois primeiros dias, mas depois as coisas encontraram seu lugar. Pena que ele só ficou uma semana, então quando eu estava me acostumando, ele teve que voltar. 
Mais uma vez eu tive que olhar pra cara da minha incansável amiga distância, que me acompanha desde sempre, toda vez que eu encontro pessoas legais.  E eu estou falando de modo geral: amigos, parentes, agregados, ficantes, peguetes, rolos e por aí vai... quer dizer, por aí se vão todos eles... (momento drama total!!!)
E a pergunta que não quis calar foi “o que você sentiu?”.
Bem, tirando o estranhamento inicial dos dois primeiros dias, eu senti que a gente ainda se dava bem e que era bom estar com alguém com quem você viveu coisas tão legais. Ponto!
Ponto porque a forma como a gente direcionou essa relação me preparou para me sentir dessa forma. Desde sempre a gente soube que entre nós seria assim, no máximo encontros muito esporádicos, quando a vida encontrasse a sua maneira de cruzar nossos caminhos (clichê né?).
Bem, mas foi super legal ver ele tomando caldo de mocotó e de chambarí; fazendo cara feia com açaí; curtindo um show de sertanejo; estranhando a agressividade no trânsito e o fato de quase ninguém fumar e sair torto de tanto beber numa festa open bar (comparado aos europeus) e achando que todas as mulheres vão exageradamente produzidas para qualquer festa;
Foi legal ficar bêbada com ele e brigar por causa de um copo (o copo é meramente ilustrativo porque o motivo poderia ser qualquer outro, já que a gente sempre briga quando bebe) e depois os dois apagarem e acordarem com se nada tivesse acontecido, rindo ao lembrar das bobagens que a gente falou um para o outro;
Foi muuuuuito legal dormir apertado da minha cama de solteiro, com as pernas entrelaçadas, apesar do mega calor que faz nessa terra;
Foi legal voltar pra casa sabendo que tinha alguém de quem eu gosto muito me esperando;
Foi legal ouvir de novo o sotaque português, do meu português;
Foi GENIAL ficar passando a mão naquela barba que eu adoro e poder mexer naqueles cachinhos escuros do cabelo (eu sentia muita falta dessas duas coisas em especifico);
E foi triste de novo, ter que dar tchau de novo, sem ter a mínima ideia se algo parecido com isso vai se repetir um dia. 

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