Eu gosto muito de meninos!

Já dizia Renato Russo : “eu gosto de meninos e meninas”...
Bem, de meninas eu não sei se gosto, se gosto ainda não descobri, mas eu acho sinceramente que não, porque eu gosto tanto, tanto de meninos.  Se bem que uma coisa não precisa excluir a outra, mas enfim, a questão não é essa.
Eu gosto tanto deles que poderia ter todos.  Calma, eu não sou tão exagerada, eu não quero ao mesmo tempo, pode ser um a cada dia. Haha.
E as vezes eu até tento...
Mas eu também gosto tanto deles que poderia ficar só com um. Poderia abrir mão de todos os outros e me submeter a exclusividade de um. Já fiz isso, faria de novo, claro.
A questão não gira em torno de quantos, mas única e exclusivamente  em torno “deles”.
Eles! Sempre eles!
Esse papo de feminista não faz minha cabeça. Me interesso pela questão de gêneros e sempre que posso falo em nome “dessa tal liberdade” que a gente ta sempre buscando. Essa “falsa liberdade” que permite a mim vir a público e dizer que gosto de meninos, sejam muitos ou apenas um. Essa “tal liberdade” que deve chocar meninas que não tem a mesma necessidade ou desprendimento  e meninos que não tem essa  aceitação.
Mas aonde eu quero chegar com isso?
Quero dizer que não pago uma de mulher super independente que tenta ignorar a necessidade de um homem e nem passo adiante a máxima: “os homens são um mal necessário”
Pra mim eles realmente são necessários, mas não acredito que sejam um mal, não mesmo.
Alguns já até me magoaram, mas passou. Outros podem vir a me magoar e de novo e  vai passar. Boba seria eu se não corresse o risco.
Gosto deles de todas as formas. Tenho lá minhas preferências, mas não excluo quase nenhum tipo.
Bonitos, mais ou menos, simpáticos, narcisistas, dependentes, pseudo-intelectuais, largados...
Ah pera aí, tenho minhas ressalvas sim. Violentos e debochados não tem lugar na lista, desses eu rasgo o currículo.
Falando em currículo, eu acho que vou dispensá-lo também. Eu quase nunca levo em consideração a teoria, to indo mais pela prática. Acho que ir direto pra entrevista, funciona melhor.
Eu também não sou lá muito chata com essas coisas. Meu critério é o da (a) vontade.
As suas companhias são sempre um prazer meninos.
E apesar das coisas que as vezes me desagradam eu não abriria mão de partilhar vivências e a possibilidade de descobrir, crescer , mudar  com uma mãozinha masculina (trocadilho sem maldade).
Já beijei muitos, espero beijar outros mais. Já gostei de alguns. Já parei em um.
Não sei quantos depois desse texto ainda vão querer estar ao meu lado. Pode ser tanto um atrativo como uma repulsa.
Aos que desgostam do meu tom: boa sorte no caminho!
Aos que gostam: me encontra no caminho? ( haha)
E pensar que quando eu era pequena a minha não deixava a minha Barbie ter um namoradinho. Olha só no que deu!
Pelo menos ela nunca me proibiu de brincar com os de verdade.
Eu nunca fui das mais espevitadas nem na infância nem na adolescência. Aliás "meninos" era o assunto que menos ocupava minha cabeça. Eu estava mais preocupada com a minha literatura. 
Estaria eu tentando recuperar o tempo perdido? Será que o Freud me explica?
Haha
Falando sério agora. Que bom que eu descobri esse “universo de possibilidades” depois de mais velha. Não fui nem precoce e nem tardia. Foi no meu tempo e me ajudou a tentar ter essa compreensão desse outro, tão diferente de nós mulheres (que pretensão).
 E falando em Freud agora, se o complexo de Édipo for real ele pode explicar o porque dessa minha fascinação pelo sexo oposto. Porque só tendo um pai como o meu pra aprender a respeitar tanto o outro.  
Pela figura masculina que tenho em casa, aprendi  a admirar os homens e não ter medo das suas atitudes, ainda que elas possam ir de encontro (choque) com as minhas.
Meu pai sempre me respeitou enquanto filha e mulher. Respeitou e acreditou nas minhas capacidades e foi com essa imagem de homem que cresci e vi ser ensinada/ incentivada ao meu irmão que é para além de homem, o ser humano que eu mais amo e admiro.
Com essas duas referências em casa, eu não poderia nunca desacreditar no sexo masculino e não ter outra coisa senão respeito por ele.
Isso não é nem de longe uma declaração de submissão. Isso é uma declaração de respeito pelo outro. Pelo outro no sentido mais amplo da palavra. Quem sabe quando homens e mulheres pararem de tentar competir entre si, quando eles não mais tentarem se superar, quando ambos não quiserem ser iguais, porque não são e nunca serão aí sim será alcançado o sentido de respeito e quem sabe essa “tal liberdade”.
Parte dos meus valores foram ensinados por um homem (ainda que ele não concorde com boa parte dessas declarações): pai. Parte das minhas atitudes foram referência para um homem: irmão. Parte das confissões foram feitas a alguns deles: amigos.  Parte de mim foi deles: namorado, ficantes e afins.
O que mais eu poderia dizer além de “Ai meu Deus, como eu gosto de meninos!” ?

Todo homem merece um harém
Toda mulher também...

Lindas imagens

Eu não tenho moral pra falar de moral, mas ainda assim resolvi falar!

Ai a moral... essa coisa imposta a nós e que alguns fazem questão de sustentar e desfilam por ai muito a vontade quase como que com um adorno.
Numa cidade como Braga não poderia ser diferente. Aliás, até poderia, mas não é.
Localizada num país de forte influência católica, ao norte, região considerada mais conservadora, Braga é antitética.
Uma população majoritária de idosos convive com a chegada constante de jovens que procuram a cidade pelo seu caráter universitário.
E aí você pode imaginar que beleza!
Universitário é universitário em todo lugar do mundo e a regra do “beber, cair e levantar” também é universal. O que não é universal e aliás impraticável, quem sabe até impronunciável é, digamos, a exploração/ satisfação da libido.
Ah não, isso não! Aqui não!
Beber não é uma conduta muito praticada por mim, o que significa que não é impraticável e por isso mesmo eu não critico quem o faça. Cada um com sua diversão. Mas eu confesso que prefiro me divertir de outro jeito.
Ups! Será que eu posso falar? Ou corro o risco de ter o blogue bloqueado por essas terras?
o.O
HAHA
Todo mundo sabe que sexo e beijo na boca não fazem mal a ninguém e que além de inerentes a natureza do ser humano são práticas recomendáveis justamente por serem saudáveis, claro, desde que praticadas com responsabiliade. Já não se pode dizer o mesmo de beber e fumar, mas ainda assim  não são condenáveis pois são socialmente aceitas.
E eu que não bebo e não fumo?
Também não f...? *
*(f... = faço o resto)
HAHA
Não!
Não f...!
Porque afinal de contas ninguém faz isso em Braga, Portugal. A população se multiplica por mitose, tipo as amebas. O que justiça essa “amebíase”*
*(infecção por parasita ou protozoário que acomete o homem podendo ficar restrita ao intestino, tendo como principal sintoma a diarréia, ou não causando febre e sintomas diferentes dependendo do órgão “invadido”) Ver mais em: (http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?20)
No caso o órgão invadido deve ser a cabeça.
Pelo menos causa diarréia, só assim pra por pra fora tanta merda!
Me perdoem a vulgaridade dos termos, mas pelos meus textos anteriores vocês já devem ter percebido que não uso meias palavras a não ser que a intenção seja a ironia.
Eu não compro essa hipocrisia, então não me venha pregar essa moral porque dessa religião eu sou pagã.
Se havia a intenção de falar mal, dou agora o motivo.
Eu sim faço! Faço o que me faz feliz. Não reprimo meus sonhos e desejos. Não vim aqui fazer face a virgem, com todo respeito, porque também sou católica. E sou mais um monte de coisa. E uma coisa não exclui a outra. Eu posso fazer tudo que quiser se eu quiser.
Eu gosto sempre de lembrar do caso daquela respeitada cientista que veio a público revelar que para pagar seus  estudos se prostituiu durante algum tempo.
Quem poderia imaginar que enquanto durante o dia ela desenvolvia estudos para crianças com câncer a noite é que ela brincava de médica.
E todos somos assim. Todos somos mais de um. E certas atitudes não nos definem, são apenas parte do que somos.  E sinceramente eu não me envergonho de parte alguma do que sou.
Sou uma mulher que se dá o direito de sentir desejo de satisfazê-lo. E se isso incomoda os outros, problema dos outros. Eles que se realizem de outras formas porque a custa da minha repressão é que não vai ser.
Então não me venha com essa imoralidade de falar em moral, porque como possuidora de vários lados que sou, como você, eu também sei baixar o nível.


A Maiara, minha amiga e colega de quarto, uma vez me dedicou essa música e me senti muito lisonjeada porque ela reflete muito do que eu penso e torna-se pertinente aqui.


"Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões..."




É menos do que eu preciso

"A vida que me ensinaram como uma vida normal
Tinha trabalho, dinheiro, família, filhos e tal
Era tudo tão perfeito se tudo fosse só isso
Mas isso é menos do que tudo,
É menos do que eu preciso"
(Educação Sentimental 2, Kid Abelha)

Duplamente feliz, sentimentos duplicados, repetidos, exaltados, reforçados. 22 em 22; dois patinhos na lagoa, ou melhor quatro; ou seriam peixinhos? como é simbolizado o signo dos extremistas.  
Sim, pois segundo horóscopo, peixes “[...] simboliza o estágio final da vida, a chegada à velhice. É quando toda a experiência de vida se acumula. Dinheiro, fama, prazer, nada disso vale mais a pena. [...] É também o signo mais perto do início, caracterizado por Áries. Assim, encontramos um aparente milagre na personalidade do pisciano. Eles comportam-se em diversas situações como crianças curiosas, meigas e ingênuas, apesar de também refletirem o comportamento de uma idade muito mais avançada.”
Portanto o fim e recomeço, um recomeço sem fim.
Como diria meu pai, “não acredito muito nessas coisas, mas é melhor não duvidar”. E de fato a definição me parece vir bem a calhar. Sempre me li dessa forma: uma pessoa de extremos, incapaz do meio termo. Não sei sou assim ou se assim quis ser, mas é assim que me vejo e é dessa forma que convenço as pessoas.
Não sei se ficou claro, mas 22 em 22 é uma referencia a data do meu aniversário e aos 22 anos que comemorei esse ano.  Mas o post não é comemorativo, como podem perceber, uma vez que só resolvi escrever agora. Na verdade hoje senti necessidade de falar de mudanças.
Uns dias antes do meu niver, eu vinha sentindo uma coisa boa, uma sensação de algo muito iria acontecer. Talvez fosse mais um desejo que uma intuição, mas independente disso, o fato é que algo aconteceu,que eu senti a mudança depois do dia 22.Escolho a data como marco, ainda que simbólico.
E o que eu pedi ao apagar as velinhas umas 4 vezes?
Coragem!
Sim, coragem pra fazer o que eu ainda não tinha feito, mas que tinha necessidade de fazer. Coragem para ser o que eu queria ser. Coragem pra decepcionar se eu tivesse que decepcionar. Coragem para não sentir culpa. Coragem para não voltar atrás. Coragem lidar com desaprovação alheia. Coragem pra não me calar, pra não parar.
Dizem que quando se conta um desejo ele não se realiza. Mas  nesse caso o desejo já tinha força o suficiente para não ser detido. Ou o mais provável, já nem fosse desejo, mas uma manifestação concreta dele. Porque sim, eu mudei!
E como mudei. E já não caibo em mim. Não na velha forma. Foi preciso mudar de pele. Foi preciso jogar fora as receitas e reescrever as fórmulas.
E tudo ficou pequeno e apertado e sufocante. Porque na verdade tudo era grande demais para ser contido.
Eu já não quero a vida normal descrita pelo Kid. Nem o convencional, nem o igual, nem o moral. E não pela necessidade de ser diferente, mas pela constatação de que já não me servem, não me satisfazem. Me cansam! Como quase tudo, o tempo todo.
É essa minha inconstância, o eterno recomeço. Um looping infinito. É a necessidade de percorrer uma ponta a outra sem nunca parar no meio.
Seria isso um comportamento auto destrutivo?
Acho que não, ainda to bem. Sobrevivi a minha mesma por todo esse tempo.
Mas é possível crescer assim, sem nunca parar, sem nunca se satisfazer, sem nunca por um fim?
Talvez assim seja o mais possível.
Durante muito tempo esse desequilíbrio me incomodou, mas hoje eu entendo que não poderia ser diferente. Eu não poderia ser morna.
Também pudera, a menina nasceu num fervilhão de culturas, no mês do carnaval. De pai gaucho com mãe mineira foi dar paraense. Ela é disforme demais pra cumprir o riscado. E como uma boa natural de peixes, ela mergulha no mundo e se deixa inundar por ele. Esse é o equilíbrio. Aprender a lidar com a sua natureza.E eu já não  posso e nem quero mais fugir a ela.