O cara que daria um post

Bem no post anterior eu vomitei uma situação que já vinha me incomodado a algum tempo e foi muito bom poder gritar isso. Fiquei feliz com o resultado do texto porque percebi que era algo engasgado em outras pessoas.  O post teve repercussão e a idéia era essa mesmo.
Bom, comentando com amigos sobre o tema do post eu fui me lembrando de outros acontecimento ou “citações” que talvez não devessem ganhar tanto destaque mas que gostaria de contar.
O personagem central que permeará meu texto é justamente “o cara”, “ o cara que daria um post”. Quem é “o cara” e porque ele daria um post?
Na verdade eu nem sei quem realmente é “o cara”, pois eu dividi o mesmo espaço com ele em apenas uma ocasião. Mas ele já nos é familiar. É o mesmo que proferiu aquela celebre frase do post anterior: “A verdade é que sinto muita pena dessas mulheres (brasileiras), elas não tem culpa de serem assim (putas)”.
Em realidade isso nos levaria a crer que ele não merece um post. Então porque eu resolvi utilizar meu tempo falando do sujeito e me desgastando com um assunto que visivelmente me incomoda?
Seria porque eu gosto de dar muro em ponta de faca? Porque eu gosto de insistir até não haver mais possibilidade alguma? Ou porque eu gosto de tecer críticas e causar polêmica tocando em temas delicados, principalmente estando numa condição pouco amigável.
É talvez eu goste e cutucar a onça com vara curta, mas não é só isso que me motiva “dar” um post ao “cara”. O “cara” em si é só o ponto de partida para contar situações semelhantes entre si.
Então passemos aos acontecimentos. Como havia dito no post anterior, estava eu, numa mesa entre portugas e bazucas a espera de nossa refeição. Todos ainda meio desconfortáveis, seja por não se conhecerem, seja pela tensão e desconfiança que permeia os primeiros encontros entre as duas nacionalidades.
A questão é que algum momento as pessoas seriam “obrigadas” a iniciarem  uma conversa e isso não tardou. Brasileiros falando do Brasil e portugueses de Portugal. Num dado momento um português pergunta aos brasileiros: “Vocês ainda têm magoa de nós por causa da exploração?” e eu respondo: “Não. Se tivesse algum ressentimento não estaria aqui.”
E então “o cara” que perdeu a oportunidade de ficar calado solta: “E porque teriam? Eles nos devem tudo

1,2, 3, respira...
E eu já sabendo que depois dessa só iria me irrita prossigo: “Tudo o que?”
“O cara”: “Fomos nós que descobrimos o país. Antes de nós chegarmos até lá vocês não tinham nada”
Daí sempre têm aquela pessoa que quer ser simpática e pra evitar problemas com os “donos da casa” põe panos quentes: “É sabemos que vocês contribuíram muito para nossa cultura...”
E eu ouvindo, respirando e pensando: “ tem sempre um brasileiro babaca que acha que tem que abrir as pernas para os gringos”
“O cara” faltou na aula de história? Ele não sabe que ninguém “descobriu” coisa nenhuma e que quando os portugueses chegaram lá já havia um povo com uma cultura.
E lá vou eu argumentar isso, para ouvir: “Tá, mas que cultura?
Como assim que cultura?
E lá vem aquele pensamento de que nós éramos primitivos e que graças a homem branco europeu nós conhecemos a civilização...
Puts, nós não devemos nada a ninguém. Fomos explorados durante 500 anos. O ouro que cobre as igrejas daqui veio de onde?  E quem está ajudando o país agora que ele está em  crise?
Daí as pessoas me perguntam: ”E aí, ta gostando das aulas?”
­_Então, eu esperava mais.
_Ah porque?
Pois já dou um exemplo.
Durante a aula a professora mencionou que gostaria de conhecer é Dubai, mas numa outra situação.
No país a entrada de mulheres desacompanhadas por homens é proibida. Sozinhas, elas não passam do saguão do aeroporto.  E era na condição de mulher independente que ela gostaria de entrar no país.
Há dois anos atrás ela já havia tentado entrar com grupo de 4 mulheres, mas não teve sucesso.
Ela continuou contando que as mulheres, turistas ou não, também só vão as ruas acompanhadas e que mesmo do caminho do aeroporto até o hotel precisam da companhia de um homem.
Daí as alunas reagiram surpresas: “Sério? Que absurdo! Não acredito! Isso é injusto. Porque nós temos que respeita-los e eles não nos respeitam?”
E então quem ficou surpresa fui eu.
Primeiro, ninguém lê, assiste jornal ou estuda? Hello, cultura mulçumana! Alguém já ouviu falar? É, nela mulheres sofrem restrições. Ninguém nunca contou isso a vocês?
Depois, como é a história do “nós respeitamos a cultura deles e eles não nos respeitam”?
O que é respeitar a cultura mulçumana? Aceitar que as meninas assistam às aulas de véu?
Aí a professora continuou: “Mas eu vou tentar de novo. A idéia é forçar a cultura mesmo...”
Força a cultura para quê?
É esse o respeito?
1, 2, 3 respira...
Eu: “Professora, mas isso acontece em qualquer lugar. Cada país tem suas normas (óbvio). No Brasil você pode andar com biquínis minúsculos, até fio dental, mas não pode fazer topless, por exemplo”.
Professora: “Então, essa é uma contradição do Brasil...
E uma coleguinha atrás de mim prossegue: pois é, não entendo, elas andam praticamente... (pausa. Ela se cala ao lembrar que quem havia dado o exemplo era uma brasileira que anda quase...)
Daí a professora arremata a conversa com a melhor frase: “É meninas, vocês têm muita sorte de serem ocidentais...”
E quase todas concordam sorridentes. (eu, como devem imaginar, respirava)
Que merda de pensamento eurocêntrico é esse?
Eu saí do meu país para estudar, acreditando que chegando aqui lidaria com um pensamento mais aberto, pelo menos na Universidade, uma vez que grandes teóricos e muitas idéias estudadas mundo a fora saem da Europa.Eu que estou do outro lado mundo tenho mais conhecimento dessa idéias.
E o que me deixa mais boba é que tanto a professora como “o cara” já viajaram por vários países. Portanto o que se espera é que no mínimo respeitem a cultura do próximo, ainda que não concordem. Mas diferente disso eles voltaram para os seus lugares ainda mais certos que são melhores.
A idéia do blog não é ficar descendo a lenha no comportamento dos portugueses, até porque não são todos que agem assim. E quero deixar bem claro que há muitas coisas que compensam a estada aqui. Coisas que mencionarei em outros posts. Mas essas são situações que para mim não podem ser ignoradas porque vão de encontro com tudo aquilo que aprendi. Só não considero que corro o risco de retrocesso justamente porque reajo a isso.
O europeu pelo visto nunca abandonou a idéia de superioridade, eu só não imaginava que era tão espontânea. Será o medo deles de enxergar o outro? Ou serei eu muito “latinocêntrica”?

“Sem dar não se recebe, assim a gente sofre
Sofrer por sofrer, melhor se dar
O medo de olhar o próximo é o medo de poder se enxergar...
Como descobrir o mundo se nunca se deu ao luxo de estar lá
Derrubar barreiras, descobrir maneiras...”
(Sintonia, Sintonia, Aguarraz)

A bela é carioca, mas é da cor do Brasil

“Bela, bela, bela...
Ela anda na rua como quem passa na passarela...
O mundo é dela...”

Ultimamente não consigo tirar essa música da cabeça. Para quem não sabe, trata-se da canção de abertura de uma das mais recentes séries da TV Globo. E a explicação é simples. Eu tenho refletido muito sobre a letra, mas principalmente sobre o impacto que a série provoca no imaginário popular. Não só dos brasileiros, mas principalmente dos estrangeiros.
Tudo bem que a series brasileiras não são muito difundidas no exterior, mas a fórmula é a mesma das novelas e filmes tupiniquins.
É surpreendente como a minha impressão sobre mim mesma se transformou desde que saí do Brasil. Diante dos vários papeis que representamos diariamente, essa foi primeira vez que adquiri a consciência da imagem da mulher brasileira mundo a fora. A sensação é dúbia, confrontante, confusa.
A princípio, algo próximo ao constrangedor, ao intimidador. Não, não foi vergonha, mas medo da força, do poder dessa imagem. Eu vim do Brasil “avisada” da imagem negativa que as mulheres brasileiras tinham  na Europa, mas confesso que não esperava sentir o peso disso.
Pela primeira vez na vida, senti o preconceito.O que no Brasil, parecia-me impensável acontecer .Eu branca, magra, classe media, universitária, pais casados, um único irmão,dois cães. O estereótipo da “boa moça”. Pela primeira vez senti o peso de ser mulher. Não só mulher, mas mulher brasileira.
Nos meus primeiros dias aqui, me senti muito desconfortável. Tinha a sensação de que ao abrir a boca e ser notado o meu sotaque, automaticamente apareceria “puta” na minha testa, uma vez que essa é a realidade de muitas brasileiras na Europa.
Por outro lado, um ego que se eleva diante de tantos olhares. Sim, pois “se conhece uma mulher brasileira a distância”, como já me declararam portugueses e espanhóis. E eu creio nessa verdade.
A diferença não está só nas formas e nos traços assimetricamente perfeitos. Está no jeito de andar, de olhar, sorrir. Na forma de se vestir e até mesmo no jeito de como usar o cabelo...


Pára e repara
Olha como ela samba
Olha como ela brilha
Olha que maravilha
(Lourinha Bombril, Os Paralamas do Sucesso)


Sim, porque só os traços e formas não alcançariam as diferentes mulheres brasileiras. Uma vez que qualquer biotipo pode representar o da mulher brasileira. Somos muitas, somos muito!


“Essa crioula tem o olho azul
Essa lourinha tem cabelo bombril
Aquela índia tem sotaque do Sul
Essa mulata é da cor do Brasil

A cozinheira tá falando alemão
A princesinha tá falando no pé
A italiana cozinhando o feijão
A americana se encantou com Pelé”
(Lourinha Bombril, Os Paralamas do Sucesso)

Mas infelizmente já se tem consolidado um estereótipo: mulher de pele bronzeada, olhos rasgados, cabelos longos e escuros...
Já ouvi algumas vezes que não tenho o perfil de brasileira.
Ah não?!
E esse beiço caracteriza o que?!
Ainda que eu não tivesse essa boca gigante. E o que são as gaúchas? E as nipônicas e hispânicas? E tantas quanto forem possíveis... Sim, um pedacinho de cada lugar reside no Brasil, nos “Brasis”.
Essa imagem estereotipada é reforçada pelos filmes e perigosamente pelas novelas, porque essas sim são a paixão nacional e forte produto de exportação.
Os portugueses gostam tanto de novelas brasileiras que já incorporaram muitas expressões ao seu vocabulário. E como sempre o que “não presta se aprende mais rápido”...
Ex: gatinha, gostosa, boa, bunda...
E acredite, eles usam largamente o vocábulo. Com as brasileiras, é claro. Porque as portuguesas são intocadas, imaculadas. Esse é outro fator que provoca nos homens portugueses esse desespero pelas brasileiras. As portuguesas segundo eles próprios são muito “fechadas”. Subentende-se que nós somos muito “abertas”?
As mulheres podem até negar gostarem de cantada, mas a maioria gosta. Só que nesse caso é realmente desagradável, pelo menos pra mim que sei o peso dessas palavras ditas pelos portugueses. Não é só um elogio a nossas formas, soa mesmo como grosseria.
Bem de qualquer forma é isso que as nossas produções áudio visuais reforçam. A aBUNDAncia de BOAS. A gostosa que chama atenção por onde passa e que não vive para outra coisa senão DAR prazer. Sim, somos as safadas, boas de cama.
Outro dia numa mesa entre brasileiros e portugueses tive o desprazer de ouvir : “A verdade é que sinto muita pena dessas mulheres ( brasileiras), elas não tem culpa de serem assim (putas)”
PUTA QUE PARIU!!!!!!!!!!
O cara achou mesmo que estava sendo legal com essa frase?!
Eu me senti tão mais confortável e agradecida por essa piedade. ¬¬
Mas a idéia é essa. É como se ser puta estivesse no sangue da brasileira.
E pensar que enquanto aqui somos uma bunda, no Brasil somos o orgulho da família. As filhas que foram estudar na Europa. Será mesmo que os portugas pensam que nós atravessamos o Oceano para conseguir residência permanente? Que nós viemos de tão longe porque o maior objetivo de nossas vidas era sermos putas em Portugal?
Ah tenha santa paciência!!!
Vejam bem, não quero generalizar. Claro que nem todos pensam assim. Mas quero utilizar esse espaço para desabafar, falar de algo que para mim tocou muito forte. Sinto esse clima pesado por onde vou. É como se minha aura de puta pairasse. Sinto isso constantemente.
Não sei se para as outras meninas que convivem comigo é assim. Mas eu senti a necessidade de falar desse preconceito com todas as letras, expor, me expor.  É algo que me incomoda desde que cheguei . É claro que com o tempo a gente aprende a lidar e até fica indiferente.   Tanto é que em momento algum pensei em largar o intercambio por isso.
Por que eu acredito na Maria, Maria que é um dom, uma certa magia... Essa é a minha brasileira. Sei que não é a única, mas é a que eu escolho representar.
E por que iniciei o texto falando da série “As cariocas” ? Por que como a própria música diz : “Ela é carioca, mas é da cor do Brasil”.
A série resume bem o estereótipo da mulher brasileira. Em primeiro lugar por que o Brasil é o Rio de Janeiro. Esse é nosso cartão postal. Em segundo por que a serie mostra a malandragem do carioca, traduzida pela safadeza das belas. Muito sol, shorts curtos, biquíni, praia, bunda. É a carioca representando a mulher brasileira.
Não me agrada ser vista somente por esses atributos. Mas também não me incomoda ser admirada por eles. O que me deixa puta, com permissão do trocadilho, é que as pessoas achem que temos que nos envergonhar por sermos quem somos.
Será que agora teremos que nos sentir culpadas por nossa beleza, alegria. Por rirmos da vida, por rirmos com ela. Por não esquecermos que além de filhas, mães, esposas, irmãs, somos mulheres. Mulheres que querem desfrutar com prazeres da vida, um direito que lhes deve ser dado. Mulheres que acordam cedo. Mulheres que sustentam filhos sozinhas. Mulheres que estudam para melhorar de vida. São as mesmas mulheres que ainda assim não se esquecem da vaidade.
A liberdade e o respeito da mulher não consiste em ser independente financeiramente, ser realizada profissionalmente. Não casar e nem ter filhos antes de outras conquistas. Essa liberdade consiste em escolher que papel quer representar.
Eu represento Gabriela Lago, filha de Vilmar Lago e Elza Ferreira, irmã de Grégory Lago, estudante de jornalismo, solteira, MULHER-BRASILEIRA-BONITA-NÃO-PUTA!


Um pouco do humor português que esbarra na questão "mulher estrangeira":


Um muito de Elis Regina, uma das maiores interpretes da mpb. Uma também mulher brasileira canta sobre o nosso "ser". 
Maria, Maria, por Elis

Pingo Doce e Erasmus, uma relação de “S2”

Pingo Doce é uma rede de supermercados muito conhecida em Portugal. Ele está para nação portuguesa, assim como o Extra está para a brasileira.
Cá em Braga, ele é o queridinho dos Erasmus. Por quê? Ele oferece uma linha extensa de produtos que vai de água mineral a papel higiênico. E o melhor e claro, fundamental, é mais barato. Mas não se engane com esse último argumento.
Apesar de alguns produtos custarem até cêntimos, as mercadorias são de qualidade, pelo menos grande parte.
Existem alguns produtos que figuram na lista dos “mais mais”. Dentre eles encontram-se a popular lasanha a bolonhesa e os famosos Recheados da alegria. E quanta alegria! Rsrs. O nome é bem propício , eu diria. Trata-se de biscoito de aproximadamente 7 cm de diâmetro. Apresenta um adocicado recheio e chocolate e o pacote contém 20 exemplares. Tudo isso pelo valor irrisório de 0,99 centimos (isso não é uma propaganda). De fato ele  faz a alegria de muita gente.
Já a lasanha é a escolha de 9 entre 10 erasmus que recorrem aos congelados na hora de se alimentarem. Ela é bem saborosa e tem “sustança”. O problema mais apontado é que ela apresenta um único sabor, a bolonhesa. E também pudera, depois de jantar e almoçar seguidamente a lasanha não há sabor que agrade.
Eu e minha colega de quarto Maiara estamos descobrindo a linha Pingo Doce. A cada ida ao supermercado, que inclusive fica perto da residência, nós ficamos um bom tempo em frente as prateleiras analisando ou até mesmo apreciando as mercadorias. Principalmente na sessão de guloseimas. Aliás, nós sempre entramos em crise diante dela. Nunca sabemos qual será o Nov chocolate a ser experimentado, por exemplo. As barras chegam a custar 0,55 centimos. Diga se isso não é mesmo o paraíso para duas chocólatras?!
Ah e os biscoitos... Eu nunca comi tantos cookies como aqui.
E os donuts...
Oh céus! As tentações me rodeiam!
Outro produto eu é marcante na linha é o galão de água, de 5 L que custa ínfimos 0, 29 centimos. Agora imagine subir uma ladeira carregando-o. Pois é, eu e Maiara e toda St. Tecla realizamos essa empreitada. No caminho do Pingo Doce a residência há uma inconveniente subida que tem ajudado a  enrijecer panturrilhas, glúteos e tudo que houver de músculos  pelo corpo. “Havia uma subida no meio do caminho, no meio do caminho havia uma subida...” rsrs.
Você ocasionalmente pode ter pensado: “Se o galão de 5L é tão barato porque não trazer um menor e evitar o desgaste da subida?” Porque acredite ou não, o menor é mais caro. Mais essa explicação ficará para um próximo post.
Bem, como eu havia dito, eu e Maiara somos adeptas da linha. A base de nossa pirâmide alimentar é Pingo Doce, rsrs. Nós consumimos tudo que apresnta PD na embalagem : fiambre (presunto), queijo, manteiga, café, leite meio gordo (semi-desnatado), mel, sorvete, pão...
Até o presente momento eu só não recomendaria a sopa, que consegue ser mais aguada e sem sal que a do RU e a pizza, responsável por um quase incêndio no alojamento. Rsrs. Eu explico.
Na embalagem dizia: “5 a 8 min.” A metade da pizza assada em 5 min. Ficou crua e a metade assada em 8 “fumaçou” o microondas. Como eu não dispenso nada, a metade de 5 min. Foi consumida. Rsrs
Melhor foi o porteiro entrando na cozinha e perguntando se eu tinha visto alguém cozinhando porque o alarme de incêndio tinha sido ativado. Como eu já tinha jogado no lixo o prato quebrado que trincou quando eu encostei a superfície quente na bancada fria (parece que nunca foi ensinada que não pode), e não havia provas do crime, eu respondi calmamente: “Olha, acho que tinha alguém antes de mim, mas quando eu cheguei, a cozinha já estava vazia”
Daí ele resolveu olhar na varanda se havia algum indicio. Meus olhos acompanharam os seus movimentos. Ai se ele resolve olhar o lixo. Ia achar o pedaço inteiro de pizza torrada e os restos de prato. Por sorte ele não fez isso. Ufa!
Mas voltando ao tema inicial, atualmente eu e Maiara começamos a experimentar também o concorrente Continente. Ele apresenta similares aos produtos Pingo Doce. Inclusive uma versão do Recheados de alegria.
Ah um hábito que está sendo disseminado aqui é levar o seu saco (sacola) ao supermercado. Aquelas sacolas que as nossa mães costumavam (ou costumam) levar para fazer a feira.
Tanto o Pingo Doce quanto o Continente tem essas sacolas. Elas são bem bonitas e custam 0,50 centimos. No caso de esquece-las  em casa, o que acontece frequentmente comigo e a Maiara, é necessário pagar 0,2 centimos se quiser levar a compra nas sacolas plásticas.
Bem, como deu para perceber, mais que uma relação de amor, é uma relação de “quase sobrevivencia” . Exagero! Mas é uma excelente opção.