Enfim Madrid

We are the champions, my friend...”

Já que Madri é tão musical, essa é a canção que escolho para embalar minha visita a capital espanhola. 
Nada melhor que o clichê de Fred Mercury para descrever o que senti ao chegar a tão sonhada, desejada, esperada, ansiada, fantasiada Madri.
Como havia mencionado no post anterior, tenho um “sei lá o que” de um “sei lá de onde vem” pela Espanha. Uma admiração. Até mesmo um sentimento de pertencimento ao lugar.  Uma segunda pátria.
Apesar de desorientada, minha ida a cidade foi no mínimo irreverente. Eu explico. Meu desejo de ir a Madrid era tão grande que bastava estar lá. Não me importava quais lugares conheceria e por isso não fiz minha lição de casa recomendada pela minha companheira de viagem Thalita. Não pesquisei nenhum lugar turístico para visitar e me bastei com as escolhas dela, que por sinal eram condicionadas ao micro-mapa cedido pelo Hostel onde ficamos.
Conclusão: deixei de conhecer muitos pontos “interessantes” (para ser modesta, porque em Madri tudo é lindo) e outros passaram despercebidos.
Dentre os lugares que não vi, mas recebi recomendações, estão:
* O Mercado de San Miguel, o qual eu passei em frente e não entrei. Inclusive só descobri isso quando cheguei em casa e fui olhar as fotos. Uma amiga que foi, disse que é muito legal. Tem comidas bem gostosas e é melhor ainda pela noite.
*La Plaza Del Toro, onde como o próprio nome indica, acontecem as touradas. Lá também é possível encontrar o Museo del Toro. Esse eu descobri pesquisando na net os nomes dos lugares onde fui, rsrs. (para vocês verem o nível de desorientação da pessoa! ¬¬).
O estádio do Real Madrid. Nesse parágrafo eu gostaria de deixar expresso o meu pesar por não ter comparecido : ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh L. Para entrar é preciso pagar 16 euros, mas me parece uma visita bem legal. Umas amigas que foram antes de mim a Madri tiraram umas fotos bem legais do lado de fora, rsrs. Mas eu, nem isso =/ . Poxa, vai que eu desse a sorte de encontrar o Cris de bobeira pro lá... Aff!
Na categoria “fui mas não liguei” estão:
*La Plaza de Cibeles, com a fonte de Cibeles, “o monumento mais representativo do glamour de Madrid”, de acordo com : http://www.cwb.matrix.com.br/sensus/madrid.htm. Inclusive eu estava de frente para fonte, mas no dia a fome era tanta que fiquei insistindo com a Thalita para irmos comer, sem deixar que ela descobrisse do que se tratava o monumento. Aff! [2]
*El Museo Del Prado. O Museo é lindo e tem clássicos da pintura. No dia em que Thailta e eu o visitamos, chegamos quase no horário de fechamento do museu e não conseguimos ver tudo. Eu também não tirei foto ao lado do monumento de Goya e a que tirei ao lado do monumento de Velásquez ficou escura. L
Quase não tiro foto no monumento a Cervantes também. Ele fica na Plaza de España. A tapada aqui estava muito distraída para perceber que o monumento com cavalos (há vários monumentos com cavalos em Madri), era Dom Quixote e Sancho Pança. Detalhe: havia uma fila de pessoas para tirar foto nele. Eu só tirei porque a Thalita comentou : “Ah  esse deve ser o monumento de Cervantes!”. Daí eu me preocupei em olhar direito para ele. Aff![3]
No Reina Shofia, museu de arte contemporânea, eu já estava muito cansada e para completar tive um acesso incontrolável de tosse, daqueles: “onde eu me escondo?”. Tipo, todo mundo em silêncio, com aquela cara de “cult”  e a louca se desfazendo em tosse. Daí eu sentei num banco ao lado do banheiro e fiquei esperando a Thalita terminar a visita. Infelizmente não vimos  a aclamada tela Guernica, também por falta de tempo (Pqp!).
A parte boa nos museus foi que conseguimos entrar sem pagar. Demos a sorte de estar em Madri nos dias em os museus tinham entrada franca. Geralmente isso acontece no domingo.
Passei rapidamente em frente a Catedral de Nuestra Senõra de la Almodena. É bem bonita, mas tinha que pagar para entrar e nós tínhamos que escolher entre os locais pelos quais pagaríamos para conhecer. Aproveitei para tirar uma foto quando estava no Palácio Real, que fica em frente.
Falando em Palácio Real, isso nos leva a categoria “fui e ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii”, rsrs.
O Palácio fica na Plaza de Oriente, que por sinal é linda. Para adentrá-lo tivemos que pagar 3,50 euros, isso porque comprovamos que éramos estudantes. Para os demais, a entrada custava 8,00 euros. Mas com certeza valeu muito a pena pagar. É impressionantemente luxuoso. Parece cenário de filme. Não dá para acreditar que alguém viveu de verdade naquela condição de riqueza. Cada cômodo apresenta uma decoração. Lustres gigantes de cristal, ouro nas paredes, o teto todo pintado. O cômodo que eu mais gostei foi o Salão de Gasparini .
(El Salón Gasparini del Palacio Real de Madrid, esta diseñado con diferentes estilos.Gasparini diseñó el salón y su mobiliario con un estilo rococó en el que predominan los motivos decorativos orientales o chinescos. Los estucos del techo, los mosaicos del suelo, los bordados de las tapicerías de las paredes, la talla de las maderas, el modelado de los bronces y hasta el más mínimo detalle, constituyen un salón puramente rococó «cargado» de motivos decorativos orientales o chinescos. El suelo del salón es un mosaico de mármoles de colores de estilo rococó.)


Como eu sei o nome? Não, eu não sou tão culta quanto pareço, rsrs. É que eu e Thalita ficamos ouvindo a explicação de uma guia que por sorte falava em espanhol (os guias em geral optam pelo inglês). Nós fazíamos “cara de paisagem” enquanto ela falava. Rondávamos discretamente o grupo e fingíamos estar apenas admirando os cômodos, rsrs.
No Palácio há, segundo a guia e se não me falha a memória, 2500 relógios, mas “apenas” 500 funcionam. Eles mais parecem artigos decorativos. E são! Outra coisa que me chamou muito atenção foram os lustres. Enquanto caminhávamos em direção a um dos cômodos eu exclamei: “Thalita, olha aqueles dois lustres!”. De acordo com que nos aproximávamos, falávamos em coro: “Dois! Quatro! Seis! Oito!”, rsrs. Num só cômodo, oito gigantescos lustres.
Os cômodos foram decorados por artistas como Goya, Velázquez, El Greco, Rubens, Tiepolo, Mengs e Caravaggio.
O Salão do trono e sala de jantar também são inacreditáveis. É possível ver ainda a coleção da Armaria Real (muitooooooooooo legal!), a farmácia real, a biblioteca e a capela (as duas últimas eu não vi L)




Outro lugar que eu recomendo vivamente é o Parque do Retiro. Lá é possível ver os Palácios de Velásquez e de Cristal. Mas o que mais me chamou a atenção foram os jardins que parecem saídos das ilustrações dos livros de contos de fadas. Há ainda o monumento a Afonso XII . Acredito que a foto seja auto explicativa.


Além desses locais conheci  “La Plaza Puerta de Sol” (onde tirei foto com italiano lindo que estava lá de bobeira me dando mole, kkk), o Templo de Debod (meio sem graça), a famosa Plaza Mayor, super charmosa, com seus “bares” e cafés, onde as pessoas sentam para almoçar enquanto tomam sol. Aliás isso foi uma coisa bem interessante que vi em Madri. As pessoas adoram sentar ao sol. Mesmo nos restaurante cobertos, elas ficam próximas aos vidros que permitem a passagem da luz “caliente”. E por fim a Plaza Del Sol, que tem o fofíssimo urso e a árvore madroño, símbolos heráldicos de Madri e presentes nos mais diferentes souvenirs da capital.
O hostel
O hostel é capitulo a parte.  Chama-se Las musas e fica bem localizado, próximo ao metrô. É de um argentino e acho que isso explica a grande quantidade de compatriotas dele no local. Inclusive um dos hermanos se encantou pela Thalita. Ele já morou em algumas cidades do Brasil e falava um espanhol-paulistano. Sabe todas as gírias de Sampa, tais como “os noia”, “dormir já era mano”... ele é artista de rua e vive desse trabalho. Já viajou por vários países. Uma figura muito inteligente e interessante.
Falando em figura, conhecemos uma figurassa. A Silvia. Uma mineira muito espontânea.  Que mais parece ter vindo no mundo a passeio. que ri com a vida. Sem tempo ruim. Adora tirar foto e não tem vergonha de se mostrar. Nos divertiu muito.
Além deles, conhecemos uns franceses muitos simpáticos, com os quais saímos para dançar na nossa última noite em Madri. Deu para perceber que dançar não era bem o forte deles, mas até que se empenharam, rsrs.
A magia
O que fica de Madri? Como deu para perceber muita coisa. As memórias ainda muito frescas e que creio eu, permanecerão durante muito tempo vivas.
Ah essa Madri de gente bonita, cheirosa, sofisticada....
 De espanhóis charmosos e espanholas escandalosas que riem alto pela rua como uma sensualidade que lhes é natural...
 Essa Madri luxuosa que inspira e transpira cultura...
 Essa Madri de artistas, os mais diversos. Onde é possível caminhar pelas ruas ao som de músicos talentosíssimos que expõem seu trabalho  a troco de moedas. O que explica porque no começo do post chamei a capital de musical.
Sim, Madri pode ser visitada e vivida com muitas trilhas sonoras, basta estar nas calles. Eu já escolhi “mi cancion” e ainda volto a capital espanhola para cantá-la :
“We are the champions, my friend!!“
o/

Um comentário:

DAN SAAS disse...

Após ler avidamente o post, restam-me poucas palavras: VOU!
(Ao volver, conto-lhes "mi cancion")
»Parabéns Gabi,a blogsfera é o seu espaço! Escreves maravilhosamente bem...«

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